Parabéns Barbie!

Entra ano, sai ano e Barbie continua com tudo em cima. Hoje, quando completa 53 anos de existência, a boneca mais famosa do mundo colhe sucessos e muitos admiradores, espalhados no mundo inteiro. Com mais de cinco décadas, é claro que Barbie teria muita história pra contar. Vamos relembrar, então, alguns detalhes sobre ela, muitos dos quais já conhecidos pelos admiradores de plantão.

Imagem: Divulgação Mattel

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Fundador da Mattel e “pai” da Barbie, Elliot Handler falece aos 95 anos

Os Handler | Foto: fonte desconhecida

Elliot Handler, fundador de uma das maiores empresas de brinquedos em todo o mundo, faleceu ontem (21) aos 95 anos de idade, em Los Angeles (EUA).

A Mattel emitiu um comunicado informando o acontecimento e lamentando profundamente a morte de Elliot: “Nos entristece muito o falecimento de Elliot Handler, fundador da Mattel e criador de alguns dos brinquedos mais queridos do mundo”. Segundo informações do site TMZ, Handler faleceu devido a uma falha cardíaca na noite de quinta-feira.

Fundada em 1945, a Mattel se transformou em uma multinacional de sucesso nas mãos de Elliot e sua esposa, Ruth. A Barbie, sem dúvida, foi seu invento de maior prestígio. Ruth faleceu em 2002, aos 85 anos. Juntos, tiveram dois filhos: Barbara (cujo apelido – Barbie – foi a inspiração para o nome da boneca) e Kenneth – o Ken que conhecemos -, que morreu em 1994 vítima de um tumor cerebral (apesar dos rumores acerca da morte de Ken ter sido ocasionada por AIDS, o fato não foi oficialmente esclarecido por parte da família).

Com informações da AFP (via site Exame/Abril).

Barbie e Ruth em versão quadrinhos

Quem disse que há limites para as criações envolvendo a boneca Barbie e sua história? Especializada no ramo de publicações, a Bluewater Productions lançará neste ano a revista em quadrinhos Ruth Handler, the Creator of Barbie. A publicação faz parte do selo Female Force, que reúne outros ícones femininos como a autora da Saga Crepúsculo Stephenie Meyer, a apresentadora de TV Oprah Winfrey, entre outras.

A capa da revista | Fonte: http://www.brokenfrontier.com

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Barbie e Ruth (livro): considerações

Robin Gerber, uma das biógrafas de Ruth Handler

Ontem (28) terminei de ler o livro de Robin Gerber, “Barbie e Ruth”, que é uma biografia tanto de Ruth Handler, criadora da Barbie e fundadora da Mattel, quanto da própria empresa de brinquedos. Resolvi compartilhar algumas considerações sobre a obra com vocês.

Como já havia dito antes, o livro é excelente para descrever como funciona uma multinacional. Não se foca somente na vida de Ruth ou na criação da Barbie. Vai além, muito além do que imaginamos sobre a Mattel. É interessante saber curiosidades e detalhes jamais divulgados amplamente sobre a empresa.

De forma delicada e sincera, a autora aborda pontos nebulosos na vida dos Handler, como a não aceitação da Barbie/Ken pelos filhos de Ruth e Elliot.  Apesar de ter mostrado todo amor e dedicação à Mattel, Ruth não pode ser considerada uma mãe exemplar. Seu tino empresarial muitas vezes a afastou dos filhos, o que criou uma barreira entre eles. Somente décadas depois, tanto Bárbara quanto Kenneth Handler resolveram esquecer as mágoas do passado e ter em Ruth a mãe que tanto quiseram.

A família Handler reunida

Além disso, um dos fatos mais tristes e abafados da vida dos Handler é exposto no livro de Gerber: a morte de Ken. No capítulo 18, o penúltimo do livro, ela traça qual o real motivo da morte dele, apesar dos Handler jamais terem confirmado totalmente. Vítima de AIDS contraída em uma relação homossexual, Ken conviveu com a doença por cerca de seis anos (entre o final da década de 1980 até a sua morte, em junho de 1994). Fez várias viagens ao Equador e à Amazônia em busca de cura por plantas medicinais.

À época, a AIDS ainda estava sendo estudada pelos cientistas. O único medicamento existente no mercado era o AZT, que provocava várias reações nos usuários. Extremamente debilitado pela doença que o consumiu levando à demência, Ken faleceu um dia antes do casamento de sua filha. Jamais foi negado pela família por ter se envolvido em um relacionamento extraconjugal com outro homem. Sua esposa o apoiou até o fim. Em seu obituário jamais foi mencionada a real causa de sua morte. Uns diziam que ele sofria de cancêr, outros afirmavam que havia adquirido uma doença misteriosa em suas viagens à lugares exóticos.

A sexualidade de Ken sempre fora posta à prova. Principalmente em 1993, quando a Mattel – já sem o domínio dos Handler – resolveu criar mais uma versão do boneco: o Earring Magic. Nessa versão, Ken trajava roupas coladas e coloridas , além de um brinco na orelha esquerda. O feito era considerado moderno à época, já que os homens ainda demonstravam uma tendência mais conservadora na sociedade. De acordo com Gerber, a versão “moderninha” de Ken foi um apelo das meninas e adolescentes que compravam a Barbie. Queriam um boneco mais moderno, com roupas descoladas, diferente do Ken tradicional vendido pela Mattel desde suas origens. Desde então, o boneco se tornou símbolo gay.

Ruth Handler e sua segunda maior criação: o NEARLY ME®

Anos mais tarde à morte do filho, Ruth sofrera novo golpe, mas por decisão própria: vítima de mastectomia na década de 1970, ela decidiu retirar a segunda mama na década de 1990, devido a suspeitas de um novo câncer, apesar de nunca ter sido confirmado por seus médicos. Nessa época, reatou relações com a Mattel, tornando-se exemplo novamente para a empresa e seus funcionários. Foi uma das mulheres com maior sucesso empresarial já registrado na história. Morreu oito anos após a morte do filho, deixando um legado jamais visto na história do ramo dos brinquedos e do corporativismo.

A leitura do livro de Robin flui de forma fácil e leve. Ela já escreveu outros livros sobre líderes empresariais, mulheres que se destacaram na economia e na gestão de grandes empreendimentos. Recebeu apoio dos Handler para a construção da obra, inclusive do próprio Elliot e Bárbara, que a auxiliaram com entrevistas. A biografia é rica em detalhes e nada simplória, como muitos devem pensar, por se tratar da Barbie. Na obra de Gerber, a verdadeira estrela é Ruth. A Barbie é e será um reflexo dela e de toda sua garra e astúcia. Vale a pena ler!

Ps.: Só decidi contar alguns trechos cruciais do livro atendendo à pedidos. Sei que determinadas informações são difíceis de serem obtidas via web e não são todos que têm acesso ao livro. Espero ter colaborado com vocês, mas a leitura do livro continua super recomendada. Muitos detalhes interessantes não caberiam neste post! 🙂

Pps.: Todas as informações contidas neste post foram retiradas do livro de Gerber.

Barbie e Ruth e os bastidores da Mattel

Barbie e Ruth, de Robin Gerber

Várias biografias – autorizadas e não autorizadas – já foram publicadas sobre Ruth Handler, que fundou junto com o marido a Mattel, uma das maiores fábricas de brinquedos do mundo e do século XX. Outro fato importante é que ela também foi a responsável pela criação da Barbie, um dos maiores fenômenos de vendas no ramo de brinquedos em esfera mundial.

Nenhuma literatura sobre a empresa e também a respeito da boneca, no entanto, é tão rica quanto “Barbie e Ruth“, de Robin Gerber. Nem mesmo a autobiografia de Ruth, publicada em 1994, é tão elucidativa e nos faz compreender tão bem a difícil tarefa de ter gerido e comandado uma empresa multinacional. Além disso, a obra da escritora narra delicada e minuciosamente o embaraço fiscal que quase levou Ruth Handler a prisão.

Ruth Handler com sua criação

Confesso que ainda não terminei de ler – faltam dois capítulos – mas devorei grande parte do livro em apenas três dias, tamanha a curiosidade e envolvimento com a obra. A forma como Gerber descreveu todos os fatos – pessoais e profissionais – da vida da megaempresária, baseando-se nos próprios relatos dos Handler dados em entrevistas e livros, também foi muito bem feita. Enfim, para quem é aficcionado por Barbies, vale a leitura. Do início ao fim.

Ah! Não faço administração, mas o livro é ótimo para testemunhar os bons e péssimos momentos em gestão de uma empresa multinacional. Com certeza, ultra recomendado! 😉

Quem quiser ler uma resenha sobre o livro, confira essa publicada no portal da Revista Época. Muito bacana! >> http://migre.me/ls6B