A evolução de Barbie

A partir de hoje (28) a Mattel lança a campanha mundial #TheDollEvolves para promover a evolução da Barbie, no que diz respeito especialmente aos corpos e tamanhos das bonecas comercializadas. Três novos corpos serão adicionados na linha Fashionistas. Além do corpo alto e esguio que já conhecemos e é o padrão na maior parte das bonecas, também serão comercializados três novos tipos de corpos contemplando garotas que estão fora desse padrão: um corpo menos alto (Petite), um mais alto que o normal (Tall) e uma com estatura mediana e corpo mais curvilíneo (Curvy). Atualmente constam na série sete tons de pele, 22 cores diferentes de olhos e 24 tipos de cabelo.

Da esquerda para a direita: a 2016 Fashionistas Petite-Crazy for Coral, Tall-White & Pink Pizzazz, Curvy-Chambray Chic e a Original-Fancy Flowers (cada modelo novo é identificado por sua característica principal).

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Crédito da imagem: divulgação Mattel | http://www.barbie.com

Antes de começar o #mimimi contra os novos corpos, notem que a proposta da fabricante não é abolir o padrão já estabelecido, mas sim incorporar novos corpos para atender uma parcela da população que não se identifica com o que a empresa vinha propondo até então.

Embora seja a priori uma estratégia puramente comercial – a fabricante é, antes de tudo, uma empresa e precisa lucrar e para tanto precisa atender a demanda -, essa iniciativa é mais que bem-vinda. Já tinha debatido em outras ocasiões essa questão corporal de Barbie e cada vez com maior frequência grupos seja feministas, de mães/pais, ou ativistas de outra ordem reivindicavam uma postura diferente da empresa. Parece que finalmente se tocaram que é preciso mudar para continuar em evidência.

No vídeo da campanha a empresa mostra seu ponto de vista sobre a evolução de Barbie:

E as bonecas (clique nas imagens para ampliar):

Isso não quer dizer que Barbie deixará de ser o que sempre foi. O corpo tal qual conhecemos continuará sendo majoritário entre as bonecas comercializadas. Desde 1959 a boneca vem sendo um reflexo da cultura popular e das sociedades, sobretudo a norte-americana. Não encaro com maus olhos essa mudança, pelo contrário, aplaudo! Quem quer e se identifica com a proposta, comprará. Quem não, compre as outras opções. Simples. Ninguém é obrigado a se encaixar em apenas um padrão.

Acompanhei as discussões em torno do personagem Finn, do Star Wars – O despertar da Força, e em como o boneco desse personagem não foi comprado e/ou comercializado com tanta facilidade quanto os demais personagens. Discussões em torno de racismo vieram a tona e com razão! Mostram que as empresas devem se ligar hoje, pois com o avanço democrático e de seus instrumentos, sobretudo as redes sociais nas quais os debates rolam soltos – ainda bem! – ninguém se cala diante de alguma incongruência ou padrão que queira forçar uma conduta goela abaixo.

A iniciativa encampada pela Mattel hoje apenas mostra o quanto as empresas também estão, mesmo que gradualmente, ligando para causas que não podem mais ser abafadas ou esquecidas, incluindo e tentando integrar minorias que em grande parte ficaram relegadas em um segundo plano. É uma evolução se considerarmos que o padrão Barbie (alta, magra e loira) vem sendo pregado há mais de cinquenta anos. Pouco a pouco, sobretudo na linha Fashionistas, a empresa começou a incorporar mudanças. E essa era a que faltava.

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Fashionistas 2016 | Crédito da imagem: divulgação Mattel | http://www.barbie.com

Se as vendas serão esmagadoras ou o contrário, ainda não sabemos. A fabricante deu o primeiro passo. Resta saber se os lojistas mundo afora também irão aderir à novidade, afinal de contas se eles não comprarem os produtos para revender, não saberemos qual será o resultado depois disso tudo. Vide as Fashionistas 2015, principalmente as Afro-American e latinas que não vieram para o Brasil, por exemplo. Os brasileiros que quiseram tiveram que comprar por terceiros por preços mais salgados que os praticados, pois em lojas físicas nem todos os modelos foram comercializados, o que é uma pena.

Além de novos corpos e alturas, também serão lançadas bonecas estilosas, com cortes, penteados e estilos diferentes, saca só (clique nas imagens para ampliar; na legenda constam os nomes iniciados pelo tipo de corpo de cada uma):

O que acharam da novidade?

***

Observação importante: os créditos das imagens estão na legenda de cada uma, com link para os sites de origem de divulgação. Se você é autor de alguma imagem, por favor, leia a página sobre uso de conteúdo.

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17 comentários sobre “A evolução de Barbie

  1. Gostei muito, achei elas lindinhas. Muito legal a variedade de cor de cabelo, tons de pele, tipos de corpo, rosto… enfim, não tem muito do que reclamar. Incluive as roupas, algumas são bem bonitas. Ainda mais que isso tudo é pra linha playline!!! Acredito que com toda essa diversidade e opção para diferentes tipos de beleza ganham tanto os colecionadores adultos quanto as crianças. 😉

  2. Olá Samira,

    Adorei teu post, bem completo. Uma diversidade jamais vista, com certeza no mundo da Barbie. Hoje vivemos um período de transição e transformação social. As diferenças existem e devem ser respeitadas.
    Brinquedos como a Barbie refletem a sociedade vigente, então a Boneca não poderia ignorar estas mudanças. A Mattel começou aos poucos neste caminho.
    As Fashionistas no Brasil creio, foram a abertura mais enfática desta nova proposta.

    Adorei todas as novas Barbies. Em especial a Petite (Crazy), pois sou uma tampinha ki ki ki, com 1.53 m. Então, que venham as novas Barbies !!! E quem não gostar , como você mesma destacou, compre a que mais lhe agradar. Agora opções é o que não faltam !!!
    E parabéns a Mattel!!
    Abraços,
    Cora 🙂

  3. Que coleção MARAVILHOSA!
    Confesso que foi uma baita surpresa quando estava visualizando o site da Mattel de manhã cedo e vi essas Barbies totalmente diferentes. UAU!
    Agora resta sonhar em vê-las em prateleiras brasileiras.

  4. Barbie gorda, sério mesmo? Nossa, é o fim da linha! Várias etnias é lindo, mas a moda agora é apologia a obesidade? Ridículo! Para o mundo que eu quero descer!

  5. Adorei… deu para notar que a Matell focou nas playlines. As nossas collectors ficaram menos interessantes, mas agora uma fashionista entra na lista de desejos.

  6. Gente do céu, chego tremer de tanta emoção !!! Nunca pensei em ver isso na vida; e agora tenho essa novidade bem em frente aos meus olhos.
    Acho super bacana essa experiência de lançar novos corpos, novas etnias, estilos, enfim … Percebe-se que aquela concepção de Barbie (magra,loira,olho azul) é a que predomina e isso é a identidade dela, mais é super bacana ver a introdução de ”mulheres” diferentes, afinal de contas cada um com seu biotipo não é ? Já pensou isso acontecer com Ken e cia Ltda ? Já pensou um amigo gay ? Talvez um sonho distante mais não impossível, já que ver algo que vemos hoje cinco anos atrás era visto como impossível no mundo Barbie. Graças a Deus a Mattel resolveu investir na rainha soberana. Palmas /

  7. Iniciativa válida e super bem-vinda. Tem umas moças bem bonitas nessa turma. Pena que sejam corpos sem articulação. Mas não acho que vá fazer muito sucesso, o povo vai preferir a Barbie “impossível” de sempre – faz parte do que a torna tão icônica, na minha opinião. Mas pelo menos essa discussão tola sobre as medidas da boneca deve perder força.

    1. MELHOR COMENTARIO, MEU DEUS DO CEU, todo mundo reclama reclama reclama, mas no final a que compra é sempre a barbie, falam que nao tem mais outras bonecas a venda, sempre, ai la vai eu mostrar todas as minhas que eu tenho e falar ” como nao?!”

  8. Umas das melhores atitudes que a mattel poderia ter tomado, um marco na historia da empresa e da marca Barbie, porém, parece mesmo que a sociedade nunca vai estar satisfeita. hoje tive uma discussão no facebook justamente por isso. antes criticavam a Barbie por ter medidas que fugiam da realidade, e agora a mattel alem de etnias também ta lançando modelos de corpos diferentes, inclusive gordinhos que era o mais esperado. e agora tem gente reclamando que a Barbie gorda é padronizada e que ainda ta longe de ser representativa. eu me pergunto o que mais a fabricante pode fazer, o que mais as pessoas querem? eu tive que ler vários discursos de pessoas que não sabem da trajetória da marca em torno da diversidade e que acham a todo custo que a Barbie emprega uma ditadura da beleza que é culpado por um caos na sociedade. invés de aceitarem as mudanças numa boa, aceitam, porém empurrando ainda mais condições, como se toda e qualquer tentativa da mattel ainda que esforçada, fosse ruim. gente que critica uma boneca anoréxica, mas quer uma boneca obesa sem ao menos se dar em conta que anorexia e obesidade andam juntas em quesito distúrbio, nenhuma das duas são um padrão de corpo normal. um aplauso para a mattel que esta tentando, e meus pêsames para aqueles “ativistas” que querem desmerecer a Barbie independente de quaisquer mudança. se esquecem tbm que estão falando de um produto a ser comercializado, e logo por esse motivo as bonecas tendem a serem mais “atraentes”. o que me deixou chateado foi que eu sai como o errado da historia.

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