[Video] Novas Fashionistas: respeitando as diferenças?

Ano passado já havíamos visto algumas imagens a respeito. Agora em junho, porém, a fabricante iniciou globalmente a propaganda em torno delas, embora já tenha apresentado as versões em seu site oficial há alguns meses.

E para divulgar a novidade, preparou um vídeo divertido para mostrar quem é a Barbie da vez:

Crédito da imagem: divulgação www.barbie.com / Mattel
Crédito da imagem: divulgação http://www.barbie.com / Mattel

Entre as mudanças, tons de pele diferentes, novas opções de rosto, cores diferentes de olhos e de cabelos, além do pé que ficou sem aquele formato propício para salto em algumas delas, ampliando assim o leque de calçados sem salto não só nas Fashionistas como os vendidos nos packs separadamente. A nova Barbie tenta respeitar as diferenças raciais.

Vamos conversar: apesar do avanço, ainda há barreiras estéticas e raciais a serem quebradas, já que as diferenças não estão respeitadas em sua totalidade. Por exemplo, a versão da Nikki loira possui cabelo afro, mas cadê os outros tipos, uma vez que não há um só tipo de cabelo afro (Lembra da n. 04 lançada na primeira wave das Basics? Um exemplo de que é possível fazer outros tipos de cabelo).

E quanto ao corpo: será que algum dia veremos alguma diferença significativa? Mesmo sabendo que provavelmente os corpos seguem o mesmo padrão pela facilidade de reproduzir esse molde de corpo, feito desde que a boneca entrou no mercado, já que estão propondo mudanças para promover a inclusão por que então não fazer um corpo que seja mediano, nem gordo, nem magro, tentando assim se assemelhar à realidade? Uma opção diferente do peso considerado “apropriado” pela mídia? Ou um voluptuoso a La Kardashian, que vive quebrando paradigmas estéticos (para quem quiser, deixo aqui uma boa discussão a respeito dela)? Ou uma boneca que apresente algum tipo de deficiência? (sei que já fizeram outras vezes, como foi o caso da Becky, mas por que não fazer novamente?).

Ok, uma coisa de cada vez! Mas já que é para mudar, vamos conversar sobre?

E você, o que achou das mudanças nas Fashionistas?

*** 

Observação importante: Os créditos das imagens estão na legenda de cada uma; ao clicar, as imagens/links redirecionam para suas páginas de origem. Se você é autor de alguma imagem, por favor, leia nossa página sobre uso de conteúdo.

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36 comentários sobre “[Video] Novas Fashionistas: respeitando as diferenças?

  1. O vídeo é bem legal, infelizmente o produto real não parece ser tão “articulado” quanto as bonecas do anúncio.

    Entendo seu ponto de vista, mas torço o nariz pra qualquer coisa referente à Kim Kardashian, que pra mim não é exemplo feminino pra absolutamente nada. E contemplar um afro numa boneca loira e branca (apesar das feições negras) é meio de mau gosto, né? A boneca ficou linda, mas acho que passa uma mensagem não muito legal para as crianças…

    Enfim, minha opinião. E essa discussão realmente da muito pano pra manga. Mas mudando de assunto, Sam, ainda não vi post sobre a Glinda “glamour”. Fotos do protótipo já rolam no flickr, e é uma boneca que anda dividindo ainda mais as já divididas opiniões sobre a qualidade das colecionáveis.

    Bjão!

    1. Falei da Kim porque gostando ou não gostando é uma das poucas que consegue fazer parte da mídia e moda fugir do padrão anoréxica morta de fome ou pseudo-curvilínea quando na verdade está com uma lordose pra fazer uma pose que deixe com “curvas”. E quando disse a questão do corpo, digo uma exceção. Dificilmente Kim seria escolhida pelas polêmicas que se mete mas já fizeram boneca com curva que não ficou nem gorda e nem magra, aliás bem linda (a Sharon fez uma certa vez como se estivesse num balanço linda de morrer, com os quadris mais avantajados que uma Barbie sem quadris).
      Não tinha pensado nessa perspectiva sobre a Nikki loira; realmente faz refletir sobre o que tu colocou. Interessante.
      Sobre a Glamour, sinceramente não vi inovação; as outras duas, Dorothy e bruxa, tiveram mais novidade; mas como as imagens são pequenas então quero ver maiores pra ter outra opinião a respeito. A coroa parece bem desproporcional à cabeça. No blog só vou publicar depois que saírem fotos maiores (por motivos de censura, frisa-se). Não adianta publicar e ter que apagar post em seguida como já aconteceu… Sacou né?
      Beijão!

      1. Fizeram a J.Lo “curvilínea”, mas foi uma proposta estranha, na minha opinião. Apenas um Model Muse qualquer com uma bunda maior e coxas mais grossas, o que pra mim só reforçou o estereótipo de que a latina tem que ter “curvas além do absurdo”.

        Acho também um perigo essa apologia às “mulheres reais”, como se ser naturalmente magra também não fosse uma realidade. E nossa “querida” Kim é um portfolio de cirurgia plástica, famosa por um reality show que mostra apenas seu universo fútil de menina rica – por isso que não compro essa imagem dela como ícone, seja do que for.

        Sam, obrigado pelas explicações sobre a Glinda “gramú”. Também achei ela bem sem sal. Vou esperar seu post oficial, com fotos melhores, pois a informação só vale mesmo quando sai aqui no MDB! Hehehe.

  2. A Barbie ta perdendo a sua essência! Agora o pé vai vir de um jeito que não pra pra colocar salto! Barbie sem salto? Daqui a pouco vão começar a vir com rasteirinha…

  3. Eu acho o politicamente correto um saco! Espero que nunca façam a Barbie gorda, ia perder o glamour! E como é uma boneca, não precisa seguir os padrões reais, isso é absurdo!

    1. Se propõem mudar por conta da realidade, como a questão de cores e cabelos, não vejo porque não haver uma exceção no quesito corpo. A real é que o “politicamente correto” só é conveniente quando atende determinados interesses. Se não é do interesse particular de um grupo, é chato. Mas se é, é um avanço. Depende do ponto de vista. Não acho que será uma perda pra empresa; aliás, Barbie há muito deixou de ser sinônimo de única boneca. Detém a popularidade, mas não é única e a queda nas vendas responde isso.
      Se mudar vai render dinheiro, reclamar é que a empresa não vai. E rotular uma única exceção como o fim da boneca como é diante de mais de cinco décadas repetindo a mesma dose é exagero.

      1. Esse negócio de querer que mudem a forma física dela é um absurdo! É como se ser magra fosse algo raro e como se ser gordo é algo saudável 😷

        1. O que a mídia propaga é justamente o oposto: o normal e cool ou é ser magérrima ou ser rata de academia, malhando todo o tempo e comendo batata doce e whey. “Plus size” é a exceção, o diferente e pouco aceitável. O que disse é se fizessem UMA, não todos.
          Nem todas são magras; nem todas são gordas. Há as medianas. E o padrão da boneca não é mediano.
          Talvez por haver tantos pensando em absurdos nas diferenças que muitas coisas não mudam. E não digo só com relação em corpos, mas estilo de vida, ideologia política, orientação sexual e por ai vai.

          1. Mas por exemplo todo mundo esquece que existem mulheres parecidas com a Barbie, e são assim naturalmente, os desfiles da Victoria Secrets é assim, são Barbies humanas naturais, é uma parcela pequena da sociedade, mas elas existem e são maravilhosas! Quanto a uma boneca gorda, não é saudável, não adianta! Eu sou gordo e sei que minha forma física e meu estilo de vida não são saudáveis! Então a Barbie deve continuar representando a beleza, glamour e a elegância de sempre!

            1. Ser magro não é sinônimo de ser saudável. Há magros saudáveis e há magros doentes, assim como há gordos saudáveis e gordos que precisam melhorar a saúde. Se ser magro é sinônimo de “elegância” é porque alguém ditou esse padrão. E para toda a regra há exceção. Além disso, ser gordo não é sinônimo do mau. Se a pessoa é gorda e é feliz assim, que seja. O que importa é o que faz bem a ela. Ela não precisa ser uma modelo da Victoria’s Secrets para ser saudável, elegante ou de bem com a vida.
              Não preguei em nenhum momento aqui que Barbie deve deixar de ser magra. Expus uma reflexão sobre exceções. Ser exceção não é ruim. Ruim é ser padrão,porque quem não se encaixa no padrão passa a ser excluído. As minorias lutam há muito para serem reconhecidas em suas diferenças justamente porque sempre teve alguém para ver anormalidade no diferente. A empresa não iria falir se ousasse e fizesse uma boneca diferente, como já fez em raríssimas ocasiões. Tampouco iria perder clientes, compra quem quer.

  4. Olá Sam!
    Achei essa coleção ótima. Vi alguns mimimims em sites sobre o pé não ser em forma de salto, o que realmente não vem a ser um enorme avanço e a Mattel deve só ter visto essa mudança como positiva para poder comercializar sapatos sem e com salto, ótima jogada de marketing (eles devem estar assistindo Mad Man kkkk).
    Acho que o destaque da coleção mesmo são as diferenças raciais da boneca e como sempre, cheias de estilo e feminismo, com diferentes profissões (até Barbie policial ou Barbie executiva de preto rsrs). E sim, queria muito alguma nova Barbie deficiente!
    Sobre o corpo magro da Barbie, não consigo visualizá-la com outra estética rsrs. Talvez por estar enraizado isso no histórico da Barbie. Assim como a magreza das top models ainda é polêmica. O fato que me incomoda é que infelizmente algumas pessoas distorcem a magreza de uma boneca de plástico e começam aquele sonho de ser ‘igual’ a Barbie 😦
    beijos;
    Magda

    1. Sim, Magda. A proposta do pé chato está atrelada aos novos modelos de calçados. No final tudo gira em torno das vendas e não ao que necessariamente pensamos como sendo bom ou ruim pra boneca (a gente sempre pensando com carinho nela né? Afinal somos colecionadores amantes dessa diva de plástico rsrs).
      Essa questão dos Kens e Barbies “humanas” é difícil de compreender. Não faço apologia a isso. E de fato quando se pensa em Barbie imaginamos logo o corpo que conhecemos há mais de cinco décadas. O que coloquei como uma sugestão para pensar na mudança do corpo não diz respeito a mudança radical em todos os corpos, do tipo “daqui pra frente sempre será assim”. Mas se há uma proposta para tentar atender determinados nichos de mercado, o corpo também vai acabar uma hora ou outra entrando na dança. E é aquela: provavelmente farão um e observarão como o mercado responde. Se houver compra, repetem a dose; se não houver adesão, cancelam, como já cancelaram vários outras bonecas por não render tanta venda assim.
      Não sou favorável ao discurso de uns radicais que dizem que a boneca seria responsável para que crianças e modelos adotassem o padrão “Barbie” de corpo; até já discuti isso no blog e quem tem culpa no cartório é muito mais a mídia, imprensa de celebridades e fofoca e o setor da moda do que um brinquedo. O que propus à discussão foi pensar a respeito e não requerer isso. Se fizessem, iria observar de perto o burburinho em torno da boneca, seria interessante o bafafá rsrs
      Bjs

  5. Sam, sabe dizer se todas essas bonecas que aparecem no vídeo estarão nas lojas? Pergunto isso porque simplesmente me apaixonei por aquelas com o look boyish, de terninho preto. Pelo vídeo tá dando até pra confundir com collector ao invés de playline

  6. Oi Sam !
    Eu adorei essas novas Fashionistas, mas o que me chateia ė ver elas articuladas no vídeo e em fotos do instagram, mas elas serem vendidas retas u.u sem contar que do que adianta tentar fazer dolls “inovadoras” em etnias diferentes se quando as dolls são distribuídas pelo mundo as negras nem sempre são inclusas como por exemplo, aqui?

    1. Nem me fale! Esta questão das dolls afro serem difíceis de encontrar em lojas brasileiras a gente conhece bem né? Desde as So In Style que só vimos nas lojas as da primeira wave e aquelas com as irmãzinhas menores e nunca mais…
      Por isso a interrogação no título; cabe essa reflexão também. Será que respeitam ao pé da letra? Inclusive nas vendas? Não sei. Aqui no Brasil a gente raramente vê e quando vê é uma ou outra versão. Na gringa há várias das que são lançadas mas por algum motivo o mercado daqui não “absorve”. Estranhíssimo. Dai não tem como não pensar em preconceito.
      Bj

  7. Acredito eu que a boneca cadeirante Becky parou de ser comercializada devido as inúmeras reclamações ,de pais frustados ,porque viam que a boneca não tinha espaço na casa dos sonhos ,da Barbie. Mas mesmo com as reclamações ,achei a ideia de seu lançamento genial .Foi uma forma da fabricante aproximar ainda mais a nossa pequena musa, de seu publico . E acho que essa ideia deveria voltar porque não .Assim como eu concordo com a Sam .Porque não lançar uma boneca diferente do padrão Barbie ? Eu compraria com certeza. 🙂

  8. Sou totalmente a favor de bonecas cada vez mais diferenciadas, ao menos na minha coleção a diversidade é super bem-vinda. Porém um corpo mais “cheinho” que os já existentes, duvido muito que aconteça algum dia. Única que tenho conhecimento no universo de Barbie que adotou um padrão realmente diferente foi a Rosie O’Donnell Doll; não acompanhei este lançamento pois não era colecionador à época, porém hoje em dia ela pode ser encontrada por preços absurdamente baixos, o que para mim demonstra que não foi bem nas vendas em seu lançamento. Segue um exemplo: http://www.ebay.com/itm/Rosie-ODonnell-BARBIE-Doll-NIB-Mattel-1999-/111668324175?pt=LH_DefaultDomain_0&hash=item19fff3674f

    1. Sim me lembrava dela. É um exemplo de que é possível fazer, sem mudar a essência da boneca forever, e talvez por isso não façam (digo pela questão de lucro; porque se desse lucro certamente fariam).
      Mas nem acho que precisaria ser tão cheinha, talvez num corpo “mediano”, nem gordinho nem magrelo. Enfim, se a proposta é fugir do padrão em algum ponto acredito que deveria contemplar outros fatores além de cabelos, tonalidade de pele e olhos. Mas já é algo diferente, então, tá valendo!

  9. Estou adorando ver a diversidade das playlines, algo que não vemos a algum tempo na linha collector, muito menos nas pink labels, e sobre da Barbie gorda eu totalmente apoio, e para quem disse que uma Barbie gorda não seria glamourosa, repense seu comentário, há muitas gordas glamourosas, felizes e bem de vidas por ai, e magras da Victoria’s Secret? Por favor, mais senso não é mesmo?
    Por isso acho difícil uma Barbie gorda tão cedo, o preconceito é grande, todos querem a modelo manequim, não querem uma diferença, não abrem a mente para o “novo”…

    1. Então vamos inverter valores, hoje o criticado é ser magra, se cuidar, malhar, ser “rata de academia” o certo é ser gorda, ter hipertensão, problemas cardíacos e diabetes! O gordo saudável existe, mas as pessoas esquecem que a OBESIDADE é uma doença, não é um tipo físico! Vamos abrir a mente, não vamos ter preconceito, vamos transformar uma doença em normal e bonito! Viva! A maior epidemia de saúde global é só uma questão de preconceito, de aceitação! Quem não se enquadra no que é normal e saudável tenta destruir isso, mas a coisa é mais complicada que a estética somente!

  10. E sobre a “Nikki branca”, vejo ela como uma albina, feições negras com pele clara, um exemplo de modelo com albinismo é a Diandra Forrest, acho que essa foi a intenção da Mattel ao faze-la…

    1. Adoro a Deandra Forrest. Mas uma ideia de homenagea-la cairia muito melhor numa Mbili ultrapálida e com cabelo flocadinho. A Nikki ficou meio deja-vu, uma versão da Steffie Basics Jeans… e com sardas… Falta um bocadinho pra que eu possa enxerga-la como albina. Tenho primas albinas e acho que essa doll não contempla nenhuma delas. Repito, achei ela bonita, mas ta mais pro delírio “meninas negras podem se tornar brancas” do que outra coisa.

  11. Sá,

    Essas bonecas novas tem uma deficiência sim, são todas paraplégicas 😦

    Nem a perna de borracha que dobra eles colocam mais… Até boneca de 1.99 tem mais aritculação.

  12. MEU DEUS, VOCÊ ARRASA, SAMIRA! O____O

    Fiquei bobo com TUDO o que você disse!

    Dando respostas perfeitas para essas pessoas que estão com as mentes tão impregnadas desse padrão estético absurdo (para não dizer podre) que estabelece que o “glamour” e a “elegância”, são diretamente relacionados à ser magro, alto, ter determinado tipo de rosto, cabelo e atitude…

    Você é MEGA embasada e tem posição e pensamento totalmente includentes! Amei todo o seu argumento!

    O que me deprime é que um gordo se “auto-diminua” dessa forma… Eu sou gordo e sou negro e sei que sou empoderado!

    Eu acredito que a Nikki branca, que muitos chamam de Tori (Tenho uma, dei o nome de Angela) é realmente Albina, até por que não existe apenas um tipo de Albino.

    E a Nikki (A verdadeira: Negra e de cabelos cacheados) também está nessa coleção.

    Além da Grace e de outras meninas de diversas etnias.

    Então, não acredito que seja uma forma de incentivar a depreciação da raça negra ou diminuição do empoderamento negro dentro da cabeça das crianças.

  13. Ah! Além também de não existir necessariamente apenas um parâmetro para determinar quem é negro ou não é… Eu sou negro, mas minha pele é clara. O que determina isso são os meus traços étnicos e principalmente como me identifico.

    Então dizer que a Nikki branca é “branca” e reforça a não aceitação própria das crianças negras que a comprem é bastante forçado.

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