Barbie realmente pode ser o que quiser? Uma reflexão sobre black Barbies

Falar sobre versões afro da Barbie não é nenhuma novidade aqui no MBD, porém comparando uma das Silkstones lançadas em comemoração ao aniversário de 50 anos da boneca, é possível perceber como estas belas com peles bronzeadas ou negras não tem o mesmo tratamento dispensado às loiras por parte da fabricante. A Barbie em questão é a  Debut lançada em 2009 como uma homenagem à primeira Barbie.

As duas versões AA e caucasiana da Debut, lançada em 2009 na coleção BFMC | Crédito da imagem: Divulgação Barbie Collector/Mattel

Assim como a Barbie original de 1959 lançada em versão loira e morena, a releitura feita por Robert Best também apresentou duas versões: platinada e negra. A maior diferença entre elas não está na cor da pele ou cabelos e sim na quantidade produzida. Enquanto da caucasiana foram produzidas 18 mil unidades, a AA teve tiragem de 6.500 unidades. Mas será que esta diferença se aplica somente neste exemplo? Seria a Debut um caso isolado de diferença na quantidade de produção? Este post ao contrário dos outros publicados aqui no blog não é exatamente informativo, mas reflexivo para que possamos conversar, trocar informações e tentar chegar a um consenso.

Desde os anos 1990 é relativamente comum que apareçam versões afro-americanas em diversas séries da linha Collector; porém é curioso notar que as negras sempre são produzidas também com outra versão, enquanto loiras, morenas e ruivas muitas vezes são lançadas apenas em versão única. Será que os colecionadores deixariam de comprar uma determinada Barbie pelo simples fato dela ter a pele negra?

Seguem dois exemplos de coleções onde as negras possuem versão caucasiana: a Classique Collection e a Classic Ballet Series (clicando em ambos os links do Barbie Collector é possível admirar as demais bonecas lançadas).

Barbie Doll as the Swan Queen in Swan Lake AA version lançada na Classic Ballet Collection | Crédito da imagem: Divulgação Barbie Collector/Mattel
Romantic Interlude Barbie Doll AA version lançada na Classique Collection | Crédito da imagem: Divulgação Barbie Collector/Mattel

Mesmo nas séries mais tradicionais da linha Collector não é tão comum o aparecimento de Barbies negras (neste ponto a coleção 2012 até surpreendeu muita gente por mostrar mais diversidade que as coleções lançadas nos anos anteriores).

A série DOTW lançada desde 1980 só foi apresentar a primeira negra em 1990:

Nigerian Barbie Doll, lançada na coleção DOTW em 1990 | Crédito da imagem: Divulgação Barbie Collector/Mattel

A própria série BFMC na qual a Debut faz parte possui poucas negras sendo que na maioria delas existe também a versão caucasiana. Apesar desta série existir desde o ano 2000, ainda não foi lançado nenhum Ken negro. Clique aqui para apreciar diretamente no site Barbie Collector os exemplares da série BFMC.

Na série Designers, até 2011 além dos tradicionalíssimos Bob Mackie e Byron Lars, não se encontrava nenhum outro estilista ou grife que apresentou suas criações em uma black Barbie. A exceção neste grupo é Stephen Burrows que apresentou a Pazette Barbie este ano; porém ao que parece ele veio cobrir a vaga deixada por Byron Lars (aparentemente o designer se desvinculou da Mattel). No caso específico da coleção Designers não parece estranho não lançarem mais negras sendo que nos grandes desfiles e campanhas publicitárias de moda é comum vermos a participação de negros?

Byron Lars Charmaine King Barbie Doll: o estilista era uma exceção na coleção Designers ao privilegiar as bonecas negras em seus lançamentos; Será que Stephen também manterá essa tradição? | Crédito da imagem: Divulgação Barbie Collector/Mattel

Como falamos de designers, vamos refletir sobre Byron Lars, o único ousado estilista que apostou apresentar todas as suas criações em Barbies negras. Ao contrário da maioria das outras coleções, nas Barbies assinadas por Byron só existe uma versão a ter edição caucasian e mesmo assim é bem menos popular que sua versão AA. Clique aqui para ver as criações de Byron no site Barbie Collector.

No entanto aparentemente nos últimos anos as quantidades produzidas das obras deste designer foram diminuindo consideravelmente como é possível notar pela última coleção assinada por ele intitulada Passport Series. Da Ayako Jones Barbie Doll de 2009 foram produzidas cinco mil unidades; da Charmaine King Barbie Doll de 2010 a quantidade diminuiu para três mil exemplares, sendo que em seu último trabalho lançado em 2011 a Fenella Layla Barbie Doll a quantidade novamente caiu, desta vez para somente 2.100 bonecas. Mesmo em criações anteriores de Byron como por exemplo a Coco Barbie Doll de 2007, cuja informação é de que foram produzidas seis mil unidades, muitos colecionadores duvidam da quantidade informada já que atualmente esta Barbie é tão rara e cara, sendo difícil encontrá-la em sites de vendas. No caso da ausência de numeração individual dessas bonecas (diferente das Platinum Label, as classificadas como Gold Label não são numeradas deste modo), provavelmente nunca teremos a certeza da quantidade real de bonecas produzidas pela fabricante.

Coco Barbie Doll, lançada em 2007: um dos itens caros e raros já feitos pelo designer | Crédito da imagem: Divulgação Barbie Collector/Mattel

Há casos em que foi usado o selo Pink Label (que deveria ter grande quantidade produzida) onde as Barbies se tornam raras  e caras e poucos colecionadores as tem em seus acervo. Provavelmente o maior exemplo disso é a AKA Centennial Barbie Doll de 2008 que, apesar de ser uma Pink Label, atinge preços maiores que de algumas Platinum Label’s quando aparece em sites de leilões.

AKA Centennial: rara e, quando encontrada, caríssima | Crédito da imagem: Divulgação Barbie Collector/Mattel

Outra Pink Label que geralmente é vendida por um preço várias vezes mais alto que o da versão loira da mesma boneca é a Go Red For Women Barbie Doll de 2007:

Go Red For Women Barbie Doll | Crédito da imagem: Divulgação Barbie Collector/Mattel

Também em versões cujas tiragens são limitadas pode-se perceber que as negras são produzidas em quantidades bem menores. Um exemplo disto é a bela Midnight Tuxedo Barbie Dolllançada em 2001. Apesar de ser uma Limited Edition a versão loira é relativamente comum em leilões internacionais. Em contrapartida a negra, quando aparece, tem preços altíssimos. Outra versão afro também classificada como Limited Edition que costuma ser rara é a bela MGM Golden Hollywood Barbie Doll de 1999.

Crédito da imagem: Babz’ African American Barbie Listing/OoCities.org

Além da versão afro ser difícil de se encontrar nos sites de venda, nem o próprio site oficial do Barbie Collector apresenta o protótipo desta versão. Neste link da coleção consta somente a versão caucasiana.

Atualmente é comum existirem edições exclusivas de Black Barbies  presenteadas aos participantes das convenções realizadas nos Estados Unidos. Porém as convenções acontecem desde 1980 e a primeira Barbie negra só surgiu na convenção de 2004!

Clique na imagem para ir ao site de origem | Crédito da imagem: greynape/ioffer.com

Contudo, a belíssima Celebrating 45 Years of Fashion Barbie Doll não foi lançada somente nesta versão. Da versão loira foram produzidas 900 unidades, da ruiva 100 e da negra somente 50 peças. Casos semelhantes aconteceram com muitas outras Barbies distribuídas nas convenções como por exemplo:

Dallas Darlin’ Barbie Doll de 2007:  As tiragens para esta convenção foram morena 850 unidades, loira 225 unidades e negra 200 unidades.

Dallas Darlin’ Barbie Doll | Crédito da imagem: Divulgação Barbie Collector/Mattel

Joie de Vivre Barbie Doll de 2008: Da versão morena foram produzidas 800 peças enquanto da negra somente 280.

Joie de Vivre Barbie Doll (African American) | Crédito da imagem: Divulgação Barbie Collector/Mattel

Golden Gala Barbie Doll de 2009: Loira 1.200 unidades e negra 600 unidades.

Golden Gala | Crédito da imagem: Divulgação Barbie Collector/Mattel

Spring Break 1961 Barbie and Ken Giftset de 2011: Enquanto na versão caucasiana foram lançados 999 casais, o casal negro foi limitado a somente 500 unidades.

Spring Break 1961 Barbie and Ken Giftset | Crédito da imagem: Divulgação Barbie Collector/Mattel

Claro que existiram outras convenções em que negras e outras etnias foram lançadas em quantidades iguais. Todavia é ao menos um fato curioso que aparentemente nunca uma versão negra foi lançada em maior quantidade que uma caucasiana em uma convenção; afinal de contas estas bonecas são para presentear os participantes que com certeza não recusariam um presente, não é mesmo?

Conforme já dito anteriormente, este post é acima de tudo um bate-papo já que temos curiosidade de saber se os colecionadores brasileiros comprariam Barbies em versão negra caso as mesmas fossem disponibilizadas em duas versões como acontece nos Estados Unidos. De forma alguma taxamos a fabricante de discriminação ou favorecimento na produção de versões caucasianas. Porém estes fatos precisam ser comentados, afinal de contas além de ser difícil encontrar estas Barbies a venda em nosso país, quando encontramos precisamos pagar bem mais pela boneca simplesmente pelo fato de ter pele escura, já que geralmente roupas e acessórios são idênticos.

Gostaríamos de saber se os leitores e colecionadores gostam das versões negras, se tem em suas coleções Barbies afro, tanto as apresentadas no post como várias outras. E se tem você precisou gastar mais para comprá-la do que se fosse adquirir uma versão de pele clara? Você deixaria de comprar uma boneca por ter pele negra? Alguma black Barbie está na sua lista de desejos? Dê sua opinião, comente conosco!

***

Com colaboração de André Santiago. Os créditos das imagens estão na legenda de cada uma; ao clicar, as imagem redirecionam para suas páginas de origem.

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31 comentários sobre “Barbie realmente pode ser o que quiser? Uma reflexão sobre black Barbies

  1. Sou profundo admirador das Barbies negras, tenho várias em minha coleção. Também adoro uma teoria da conspiração!!! Baseado no que você expôs e nas dolls que eu tenho (e nas que pretendo ou já pensei em ter), percebi que:

    – O maior preço que já paguei por uma Barbie foi pela Alvin Ailey, que apesar de rotulada como pink label, é muito difícil de encontrar. É uma doll negra e não possui versão caucasiana.
    – A Nichelle Urban Hipster costuma ser mais rara e cara do que as irmãs de coleção, a Daria Celebutante e a Marisa PYT. Além disso, tanto a Daria quanto a Marisa ganharam uma segunda boneca, mas a Nichelle (a negra do grupo) não.
    – A Nikki Top Model Hair Wear é raríssima, mesmo sendo playline. E nessa coleção, ela foi a única que ficou sem versão Resort. Mais uma vez, Nikki é a negra entre as 4 modelos.
    – A On Location: Milan, belíssima negra com rosto Lara, está na minha wish list há séculos, mas é muito mais difícil de ser encontrada que a Monte Carlo, a South Beach e a Barcelona. Costuma ser mais cara também.

    Sam, eu cá pensava que as bonecas do Byron Lars eram raras e caras “de propósito”, por serem quase que peças de design, supervisionadas pelo autor, e que a tiragem limitadíssima era por conta da quantidade de detalhes e acabamento do vestuário. Acho possível, sim, que a Mattel produza uma quantidade menor de Barbies negras visando a aceitação do consumidor, falando em escala global (e em países europeus com população quase que totalmente branca). Possível, mas não totalmente compreensível. Mas no caso específico das bonecas do Byron Lars, não acho que a tiragem cada vez menor reflita uma rejeição, pois acho difícil que um colecionador, nesse patamar, faça distinção por conta da cor da pele da boneca.

    E te confesso: sempre que sai alguma doll com duas versões, foco de imediato na que for negra. Tanto pelo fato de achar o visual “loira de olhos claros” super cansativo, mas principalmente porque acho as dolls negras sempre mais elegantes e misteriosas.

  2. Primeiro, quero lhe parabenizar, Sam, por ter cutucado na ferida e comprovar que nem de cor-de-rosa vive o mundo barbístico. E claro, é sim, uma discriminação, se já é assim com as playline… Acho muito mais bela a Generation or Dreans AA. E as Birthstones AA, com molde Steffie.Ai, eu queria… Já pensou numa Tarina Tarantino AA, de cabelos fúscia? Ah, e outra coisa que eu descobri foi de também existirem versões AA de playlines dos anos 90, como a Fountain Mermaid ,Jewel Mermaid e a Rapunzel 1997! EU ME APAIXONEI POR ESSAS TRÊS! É uma pena, uma PENA MESMO que não tive contato com barbies negras na minha tenra infãncia.

    Duas barbies mostradas no post estou vendo pela primeira vez, como a Spring Break – Uma graça, o boneco é que é feio,belíssima em tudo, penteado, vestido e mold face e a Go Red For Women.

    Se lembra do caso das bailarinas do Walmart?

  3. OBS: O Ken do Spring Break ficou feio devido á fabricante não respeitar as características normais de homens negros como narinas e lábios mais grossos, apenas “pintou” um Ken branco.

    1. Oi Mieke e Barbiera!
      Que bom que gostaram. Só lembrando que a iniciativa de falar a respeito partiu do André, que foi quem colaborou com a postagem. Mas faço coro a observação dele e de vocês. Realmente é difícil e caro ter acesso a dolls negras. Existem edições lindas, que tenho vontade de ter (mas agora com o foco que dei anda difícil ter) como são os casos da Coco e Sugar, ambas do Byron, e outras versões playline da série So In Style que infelizmente não chegaram no Brasil. E esses são apenas alguns exemplos. Uma pena!
      Obrigada Mieke por suas contribuições. Mais exemplos de que realmente o que apontamos aqui faz sentido.
      Beijinho aos dois! 🙂

  4. eu estava procurando um ken negro , mas não acho de jeito nenhum!eu procurei em 5 lojas da minha cidade qe vende barbie e pedi minha amiga pra olhar no shopping da cidade vizinha e também nao achou em nenhuma loja! desse jeito nao tem como completar minha colecao!(estou colecionando a linha de praia playline desse ano) e ontem tambem fui comprar uma nikki da mesma coleçao mas so tinha a loira , ai eu vi uma outra do mesmo preço gostei e comprei! mas,na minha opiniao sabe o qe acontece? É culpa das lojas qe evitam pedir para qe a mattel envie bonecos (as) para as lojas com a desculpa de qe nao vende! eu sou negro e fico muito ofendido por essa atitude das lojas! mas tenho esperança de qe um dia isso mude

    1. Olá Victor!
      Bem, não há uma explicação clara para que essas versões negras não sejam vendidas no Brasil. O que me parece, como muitos apontaram também, é que devido ao não interesse por parte de uma grande parcela dos consumidores nestas bonecas, os lojistas devem acabar por desistir de vendê-las, por conta do alto índice de encalhe nas prateleiras. Considera-se, ainda, o fator cultural também (discriminação e preconceito são outros fatores). Enfim, acredito que não seja a Mattel que não queira vendê-las no mercado brasileiro, mas sim a falta de interesse dos lojistas locais por bonecas desse tipo, respaldados pelo desinteresse dos consumidores. Mas é só uma opinião, não sei se de fato é o que acontece.

  5. Era bom você também ter mostrado as S.I.S, e que elas vieram para o Brasil, mas apenas a primeira leva de bonecas! eu sempre via elas sobrando nas prateleiras, e já tive a oportunidade de falar com amigas que trabalham em lojas, e elas me disseram que as negras tem muito menos procura e saída! eu já vi pessoas nas lojas falando: “ah filha, leva essa não, tem um nariz grande, a loirinha tão bonitinha” e outros “ah essa tem o cabelo ruim, é melhor o lisinho pra pentear” é questão de gosto, e o gosto do brasileiro é o diferente, é o loiro, branco olhos azuis em larga escala, já em países arianos, o negro é o diferente, e por isso é mais sucesso, sendo que nestes mesmos países, algumas bonecas negras não entram, aí resta a dúvida, o mercado que é fraco?ou descriminação da fabricante? no filme escola de princesas, a barbie tem uma amiga oriental chamada Isla, a boneca não foi lançada, mesmo sendo uma das principais, e sim a vilã do filme que é uma Summer, sendo que, nas caixas das bonecas, a Isla que no filme é amiga, aparece no lugar da vilã, com cara de má e a vilã junto da barbie, tem muitas coisas que não dá pra entender, apenas quem é da mattel, como o porque de não terem mais amigas orientas, o que é um RARO acontecimento, porque a Teresa que antes era morena, agora é da cor da barbie (ex>: fashionistas) e possuía olhos castanhos, agora verdes… enfim, a mattel vai retratando o que o consumidor quer…

  6. Ótimo post Sam e André. Realmente nos fez refletir muito
    (mais do que eu ja me perguntava porque as dolls negras não vem para cá)

    E assim como o Viktor, eu também acho super estranho esse fato sobre
    o filme Escola de Princesas, onde a Isla não foi produzida e aparece como “vilã” nas caixas das bonecas

  7. Post maravilhoso,como sempre.Bom,eu gosto muito de ter e adquirir dolls negras…nao pelo fato de serem mais dificeis,caras e etc;eu gosto delas pelo fato de sempre criarem uma certa polemica em torno do que é”diferente” aos olhos alheios,pois gosto de tudo que o acham”diferente”e de tudo oque causa ou cria polémica rs.Apesar de ter preferencia em adquirir dolls negras,eu continuo achando(e preferindo na maioria das vezes)as dolls caucasianas ou de outras etnias,como as latinas ou asiaticas(amo asíaticas).Nem tudo oque é belo(como no caso da beleza negra,por exemplo)fica bem em dolls….em muitas das vezes acho as dolls de outras etnias mais bonitas e delicadas do que as dolls negras,e isso nao tem nada a ver com preconceito,pois sou negra e amo a minha cor e a minha negritude.Mas as vezes uma mesma boneca pode ter diferentes formas e beleza em raças diferentes,entende?E daí vou pela que mais me agrada.Quanto a questao de determinada doll ser limitada,diferente,dificil de conseguir e etc…bom,isso vai muito de país pra país.Sabe aquele velho ditado que diz que nunca estamos satisfeitos com nada?Entao…as vezes acho que este ditado se encaixa perfeitamente no colecionismo tambem.Por exemplo,o Brasil é um país de muitas raças,mas principalmente de negros e pardos,e por ser algo raro no Brasil boa parte das pessoas admiram e gostam do branco,loiro e olhos claros(como a Barbie).Eu moro na europa(Alemanha),e aqui oque mais tem sao pessoas brancas de olhos claros,e eles dao muito valor e acham lindo pessoas negras,pardas,morenas e de cabelo afro,e por este motivo oque é”raro”pra vcs aí no Brasil,é muito comum aqui na europa,e oque mais se vê por aqui sao Barbies em versoes negras(sao as que tem mais saída)e com valores nada elevados…elas custam o mesmo valor que as Barbies caucasianas,porem tem muito mais destaque,muito mais saída,sao muito mais desejadas.Enquanto aí no Brasil as dolls negras encalham(na maioría das vezes),aqui sao as brancas que muitas vezes ficam pegando pó nas prateleiras.E nao acho que isso tem a ver com preconceito…tem a ver apenas com a cultura de cada um…a cultura,o ser”diferente e exótico”,conseguem me entender?Alguem aí pra cima citou a Alvin Ailey como dificil ou rara(e cara)…aqui ela é comum,barata(menos de 50€) e se encontra em qualquer loja de brinquedos(isso aqui na Alemanha…nao sei em outros países europeus),e é muito facil de ser encontrada.As vezes me pergunto oque a Mattel pensa dessas estatisticas”Barbísticas”rs..devem pensar”Como uma doll negra vende tao pouco e custa tanto num país onde a maioria sao negros…e em um país de caucasianos como a Alemanha a cor negra é tao mais valorizada e vende melhor?”Enfim…escreví(novamente)um livro rs.Ótimo post Samira,como sempre vc está de parabêns!!!Bj 🙂

  8. Amei o post.

    Como sempre!

    Sammy, é até intendível … pois Barbie é loira, é inspirada em uma menina loira, e conhecida mundialmente como loira.

    Se você perguntar pra alguém: “Conhece a Teresa?” ou “Conhece a Christie?” “Nikki? Midge?

    Ninguém saberá responder….

    Mas Barbie é Barbie….e apesar de um super fã de dolls negras (meu foco é playline, e sempre que lança coleção nova, a primeira que eu compro é a negra, e caso tenha, a japonesa).

    Eu acho que eles poderiam importar tudo, e por mais que informem que não venda, exportem e menor quantidade e pronto.

    Eu tb penei em achar Ken negro, me cansei e comprei no EBAY um Steven (linha praia, que eu transformei em fashionista), pra dizer que eu tenho UM! Pelo menos!

    Sei lá, acho que a tiragem da até pra entender… mas o fato de não aparecerem, é exagero.

    Fico por aqui!
    Bjs

  9. Hum… as barbies negras também são lindas. Mas existe uma variedade menor das que realmente me agradam. A droga é que elas ficam atrás das ruivas e das orientais que adoro.Tenho poucas e as que gostaria de ter são tão caras…
    Agora, uma coisa chata é que é difícil presentear crianças com Barbies negras. Eu tenho só duas primas pequenas e uma é negra, sou doida para dar uma Barbie negra toda chique para ela, mas tenho receio de acharem que é preconceito. Principalmente, porque os pais não compram dessas para ela. Ela teve da playline das 3 mosqueteiras todas menos a negra. Daí fico sem jeito de dar para a outra também? O quê acham frescura minha e dou uma Holiday negra maravilhosa para ela ou fico quieta?

  10. Oi Samira e André! Primeiramente, gostaria de parabenizar pelo lindo post! Não sabia de várias informações e até da existência de algumas dolls! Adorei o post e essa questão de tantas dolls negras não venderem aqui no Brasil e sobre um tamanho preconceito que essa doll sofre, já que a sua quantidade de produção é bem menor do que as caucasianas e muitos colecionadores as ”desprezam”. E aqui no Brasil, que praticamente nenhuma doll negra é vendida. Muito triste isso, eu gosto de tantas dolls negras mas por conta de seu alto preço acabo não adquirindo-as. Absolutamente esse post é incrível, obrigada aos dois por abrir essa questão aqui no blog. Grandes beijos da Caori

  11. Hola saludos desdeVenezuela, siempre leo tu blog… es muy interesante; particularmente me encantan las barbie negras tengo varias en mi colección; pero creo que el tema de la producción tiene que ver mas con el mercadeo que con discriminación, mattel es una empresa que lo que le interesa es vender sus productos y si estos no tienen gran demanda simplemente bajan la oferta, si observas con detenimiento casi todas las barbies que lanzan de color, las terminan rebajando para salir del stock, es una lastima que el publico no valores las barbies negras que para mi son lo máximo!!!

  12. Bom, pra mim a questão é simples. Tem barbies negras que eu gosto e outras que eu não gosto, o mesmo se aplica pras loiras, morenas, ruivas e orientais. Contudo, é fato que as negras são fabricadas em menor escala, o que acaba inflacionando o valor delas anos ou meses depois de seu lançamento. E a culpa disso não acredito que seja exclusivamente da Mattel e sim dos próprios colecionadores afinal, se fabricam em menos escala é porque tem menos procura. A Mattel é uma empresa, o que eles querem é ganhar dinheiro e não ter produtos “encalhados”. Colecionador acha caro uma barbie negra por 350,00 mas não acha caro dar 500,00 na blond diamond, por exemplo. Chato isso, mas é um fato. Bjos e ótimo post, Sam.

  13. Minha opinião sempre foi a seguinte: Na linha playline nunca gostei do termo ”barbie negra” ”barbie morena” ”barbie ruiva” acho q imagem da barbie tem q ter uma unica, que é a loira que conhecemos, é igual fazer uma cinderella negra, uma bela adormecida japonesa fica algo ”fake”, agora criar amigas negras da barbie acho super valido, tanto que a coleção S.I.S. foi uma ótima ideia, bonecos negros com personalidade e estilo próprio.

    Já na linha collector, não gosto quando a boneca tem duas ou mais versões de tom de pele e cabelo, acho que a boneca perde a personalidade, ou faz branca ou faz negra, a silkstone evening gown é maravilhosa negra, é única e tem personalidade, se tivesse outra boneca com o mesmo penteado e roupa, só que branca talvez ela não tivesse a mesma graça.

  14. É complicado explicar isto, mas aqui vai a minha opinião. É tudo uma questão de economia. As Barbies brancas vendem mais, logo fazem-se mais. Claro que devido ao número reduzido de tiragem de Barbies negras, em leilões elas acabam por ficar mais caras.
    Eu pessoalmente adoro Barbies negras, mas é raro conseguir achá-las em Portugal e como ainda não ganho o meu próprio dinheiro, não tenho autorização para encomendar via web.
    Mas a verdade é que o público que mais interessado estaria em comprar Barbies negras, são provavelmente meninas negras e para além de muitas crianças dos países africanos não terem posses para tal, até no mundo ocidental, supostamente com mais capital, um negro tem um ordenado médio inferior ao de um branco, tal como uma mulher ainda ganha menos que um homem, pois infelizmente as desigualdades ainda existem.
    Para além disso, ainda existe um padrão de beleza em que as loiras de olhos azuis e pele branca ainda são consideradas mais belas.
    Estou a lembrar-me de uma reportagem da Oprah acerca das plásticas que as mulheres asiáticas faziam para parecerem mais ocidentais e a reporter falou com meninas asiáticas que preferiam as Barbie “tradicionais” a bonecas asiáticas por serem mais bonitas.
    Já no caso da mulher negra, não existe um complexo de inferioridade assim tão óbvio, mas é a questão já referida das posses.
    Quanto a mim acho que todas as Barbies são lindas e adorava meter a mão a algumas Barbies do Byron Lars, para não falar que acho as DOTW asiáticas as mais adoráveis de sempre (tenho a mais recente japonesa).

  15. Oi Samira, tudo bom? Coleciono dolls desde 2009 e meu foco sempre foram as negras. O que é complicado achar exemplares diversos por aqui. A questão de raridades em dolls negras é resultado da cultura separatista que existe de tempos em tempos, o que se reflete nas vendas desas dolls. Tenho algumas black dolls lindíssimas, a mais cara foi a NIKKI TOP MODEL que não tenho palavras pra descrevê-la de tao linda!! E minha primeira silkstone é da linha Lingerie versão negra. Muito obrigado pelo seu blog!!!!

  16. Olá!
    Eu não acredito que seja uma questão de preconceito. Acho que é mais pelo fato das pessoas gostarem e acharem mais interessante o que é diferente. No caso das crianças principalmente, não há muita opção. As playlines são em sua maioria loiras de olhos azuis e as vezes essas mesmas tem um aspecto meio estranho. Nem semprecas barbies Playline tem uma pintura facial agradável aos olhos. Agora se imaginarmos que a disponibilidade de barbies negras é menor, talvez nem sempre elas sejam bonitas também e acabam por ficar encalhando mesmo.
    Na questão das colector, acho que o mesmo se aplica. São negras a minoria, muitas vezes, possuem a opção de caucasian ou aa e talvez as loiras eventualmente sejam mais bonitas. Essa opção normalmente nos é oferecida em bonecas pink label, nas mais caras, talvez pela tiragem das bonecas mesmo ( pois por mais que eles tentem classificar os labels por número de bonecas produzidas, sabemos que nem sempre condiz com a verdade não é?) elas sejam mais raras e caras, o que torna difícil para nos, colecionadores brasilleiros.
    Eu particularmente acho lindas muitas dolls aa e sempre que comprei coleções Playline fiz questão de garantir antes que acabassem.
    O que me parece que hoje, com essa uniformização de facemolds, nao se tem muita opção mesmo.
    Bjs

  17. Oi Sam, adorei teu post ;D
    Você sabia que a casa Barbie 3 story dream house está vendendo já nas lojas? E tudo é bom, mas o pior é que eu chutei longe o preço, pensei que seria uns 500 reais mas é 1,500 ;O
    Bom, quem sabe cai um milagre e eu compro ? rs

    Bjoo ;*

  18. Hello from Spain: you write a very interesting reflection. In my country almost all Barbies for sale in stores are white skinned. Only sell any fashionista Barbie AA called Archy. Ken AA no. Yes, both white and AA Barbies worth the same money. I would not pay more money for a Barbie AA. Have to cost the same money without if only difference is the color of skin. We keep in touch.

    1. Também acho que elas deveriam ter o mesmo preço, porém diversas vezes paguei mais caro pelas versões AA, inclusive em playlines.
      E a Barbie que paguei mais caro foi a Coco do Byron Lars que aparece neste post, inclusive custou mais até que as minhas edições Platinum Label.

  19. Parabéns Sam e André, adorei o post!!!! E como muitos eu também adoro bonecas negras, adoraria ter a Sugar e a Coco do Byron Lars, sem contar que uma das amigas da Barbie que eu mais gosto é a Christie!!!!!! Agora sobre o post, acho que a mattel não faz muitas bonecas negras por questão economica, porque aqui no Brasil a maioria das bonecas que sobram nas prateleiras são as negras, um dia desses ví umas bonecas praia, acredito que seja de 2010, que estava sendo vendida por $20,00 reais, e a maioria dessas bonecas era a Nikki. Só não comprei ela porque agora estou me focando mais nas collectors!!!!

  20. Ótimo post! Adoro as bonecas negras, mas tento focar apenas em um face molde de cada, menos da Goodess, Teresa e GG que são os que mais gosto, por serem muito caro e a empresa ser muita abusiva com nos colecionadores Brasileiros.
    Mas como alguns falaram acho que não é preconceito por parte da Mattel, porque o interesse da empresa é o bolso e não as opiniões dos colecionadores.
    E eu acho que a pouca venda das bonecas negras e outras etnias é porque as crianças geralmente gostam mais das bonecas principal que no caso é a Barbie, e também não tem muitas opções de compra, cadê as outras amigas e amigos da Barbie??, e quando crescem a Barbie acaba sendo suas boas recordações somente a Barbie porque não teve as outras e acho que acabam mais optando por bonecas brancas. E em outros casos acho que os Pais acabam influenciando que as loiras de olhos claros são mais bonitas e as crianças acabam sendo influenciadas.

  21. Excelente post, Sami e André; parabéns!
    É complicado… a Mattel atende à diversidade de acordo com o que ela avalia que haja retorno do mercado. Uma pena.
    Tem dolls negras lindas na coleção Dolls Of The World. Já tenho 3, a de GANA do BRASIL que são folclóricas, e a do Carnaval. Na própria DOTW, nenhuma negra foi relançada À EXCESSÃO da Brasil (a recentemente discutida baiana).
    Aqui, um post da ganesa:
    http://barbieworldculture.blogspot.com.br/2012/07/da-antiga-costa-do-ouro-atual-gana.html
    Abs, gente!

    1. Obrigada Mieke, Barbiera, Pedro, Victor, Viktor, Peon, Bia, Raphael, Jamilly, Caori, Hector, BarbieLover, Artur, Aryahnnah, Márcio, Lady LoLo, Alê, Giovanna, Marta, André, Fashion Doll, Katia e Alê Campos pelos comentários. Bem, na minha opinião, acredito que o problema seja muito mais em relação aos consumidores e lojistas do que propriamente a empresa. Afinal, como muitos aqui disseram, o interesse da empresa é vender, e seja lá o que for. Ela apenas reflete em suas produções o gosto dos consumidores, quando assim o ouvem. É fato, porém, que muitos consumidores reclamam da falta de boneca X ou Y e nada é feito. Ainda assim acredito que o problema está localizado na falta de interesse ou mesmo discriminação por parte de alguma parcela dos consumidores com as Barbies negras, por exemplo, que preferem às loiras, somado ao aspecto cultural. Mesmo sendo um país cuja miscigenação é um diferencial, o preconceito ainda também é uma característica peculiar de muitos grupos de brasileiros. Se não há procura, os lojistas também deixarão de investir na compra de bonecas de outras etnias. Assim, quem curte as Barbies negras, como muitos de nós, acaba tendo que pagar preços salgados, haja vista que muitas delas, principalmente as Collectors, acabam valorizando muito e atingindo altos preços. Enquanto isso, o jeito é adotar medidas alternativas para a compra dessas riquezas, seja por terceiros ou em sites do exterior que enviem para o Brasil.
      De qualquer forma, o debate foi muito rico. E é sempre bom bater papo sobre esse nosso hobby, não é mesmo? 🙂
      Beijo a todos!

  22. Me lembro de quando eu era criança, minha prima apareceu com uma Barbie negra, e eu fiquei louca que queria uma, e nunca tive, pois, meu tio era marinheiro e comprou em uma de suas viagens para fora do Brasil. E desde então, já se passaram anos, hoje tenho 31 e nunca vi uma Barbie negra aqui na minha cidade ou no Brasil.

    1. Priscila,
      Realmente é raro ver bonecas negras. Vez ou outra até se acha, mas difícil. Em 2009 foram lançadas as So In Style, com estilos e até tons de pele variados; todas, porém, lindas e negras. A coleção ainda existe mas no Brasil só vimos venderem a primeira wave, em meados de 2009 a 2010 (pq os produtos tendem a chegar com atraso aqui). Enfim, uma pena, porque no geral, inclusive entre colecionáveis, as bonecas chamadas de Afro-american esgotam facilmente. Ou seja, se vendem com facilidade, por que não investem mais nelas? Isso abre brecha para pensarmos em critérios como o preconceito como um dos fatores preponderantes para sua ausência das prateleiras.
      Obrigada pela visita!

  23. Ótimo post! Não sou colecionadora oficial, mas estou tentando e tenho duas filhas. Nós três gostamos da Barbie. Como vivemos num pais multi colorido, ensino para as minhas filhas o valor da igualdade e do respeito a todos os diferentes. Acredito que o brincar é uma forma de ensinar, de educar. A criança aprende brincando e o lúdico se faz um instrumento pedagógico. Quando vamos comprar uma Barbie, procuro chamar atenção das minhas filhas para as amigas morenas, ruivas, asiáticas e negras. Assim, temos de tudo na nossa humilde coleção. Aliás, minha primeira Barbie, de 1982, que ainda tenho, é ruiva! Mas concordo que infelizmente o preconceito existe nos consumidores e percebo os mesmos comentários que Viktor citou em relação aos pais que ensinam seus filhos a gostarem mais das brancas. Uma amiga da minha filha adorou brincar com minha Barbie SIS, mas a mãe dela achou a boneca horrível! Pois a menina não desgrudou da neguinha! Adorei! Adorei blog!

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